Todos nós temos várias subpersonalidades: aquelas que amamos, reconhecemos e queremos mostrar ao mundo, e aquelas que negamos, rejeitamos e tentamos excluir.
Só que nada fica realmente oculto nesta Terra. Estamos em um planeta-escola, e estamos aqui para aprender.
A vida vai nos enviando espelhos para que possamos nos olhar, nos enxergar, conviver com o desconforto e, finalmente, integrar aquela parte de nós que não queremos reconhecer.
Eu acho fascinante essa dinâmica.
Quando estamos dispersos, não percebemos o movimento. Achamos que tudo é perseguição da vida, que temos “dedo podre” ou que viemos ao mundo para sofrer.
Imagina… você não veio aqui para sofrer. Você veio experienciar emoções, aprender com elas e sair daqui uma pessoa cada vez mais consciente de si mesma.
E não adianta fugir.
Você não vai sair daqui sem fazer o trabalho.
Então, observe a pessoa que mais te incomoda. Ou as pessoas que despertam em você sentimentos difíceis.
E, em vez de olhar apenas para o outro, pergunte:
O que essa pessoa está mostrando sobre mim?
Talvez ela esteja tocando em uma parte sua que você aprendeu a rejeitar.
Faça as pazes com essas subpersonalidades.
Isso não significa aceitar abusos, ultrapassagens de limites ou permanecer em situações que te fazem mal. Pelo contrário.
Quando você reconhece e coloca limites nessa parte sua, você também está aprendendo a colocar limites na sua própria vida — com consciência, respeito e amor por si mesma.
É assim que a integração acontece.
E, então, só depois, você pode seguir para a próxima camada.
Porque aquilo que ainda não foi integrado continuará aparecendo.
A vida continuará trazendo espelhos.
Não para te punir.
Mas para te mostrar o que ainda precisa ser visto.


