É mais fácil lidar com a dor do outro do que com a própria dor.
Cada problema que acontece na sua vida, cada situação desafiadora, está tentando te mostrar algo dentro de você que ainda não conseguiu ser acolhido.
E a vida, com toda a sua gentileza, mostra isso do lado de fora: através das pessoas, dos relacionamentos e das situações.
Mas muitas vezes o ser humano não está preparado para olhar para a própria dor.
Então mergulha nas anestesias.
E existem muitos tipos de anestesia.
O álcool.
As drogas.
O excesso de trabalho.
As telas.
Os jogos.
As redes sociais.
E até mesmo ajudar o outro de forma desenfreada pode ser uma forma de anestesiar a si mesmo… uma maneira de não olhar para dentro.
Porque qualquer coisa usada em excesso para fugir do sentir pode se transformar em anestesia emocional.
Durante muito tempo eu me perguntei:
“O que realmente significa olhar para a nossa dor?”
Hoje entendo que olhar para a dor é sentir.
É parar de fugir quando a vida traz algo difícil.
É respirar diante do desconforto e se perguntar:
“O que essa situação está tentando me mostrar?”
“O que dentro de mim precisa ser visto?”
“Que nome eu dou para essa dor agora?”
Porque somente aquilo que é sentido pode, um dia, ser transformado.


