Sabe aquela sensação de estar sempre com o estômago vazio?
Você come, come… por alguns instantes sente que está cheia.
Mas passam algumas horas e aquele vazio volta.
E você come novamente.
Agora vivemos na era da caneta emagrecedora.
Você usa a caneta?
Faz dieta?
Controla a comida?
Tudo isso pode diminuir a fome.
Mas e quando o estômago está cheio e, mesmo assim, o vazio continua?
Porque quando se trata de alimento, também estamos falando de mãe.
A primeira nutrição da nossa vida acontece através dela.
É no contato com o corpo materno, no mamar, no colo, no olhar, no vínculo, que começamos a experimentar a sensação de sermos nutridos e acolhidos.
É o campo do oral.
É a primeira experiência de prazer, contato e conexão.
Quando essa conexão não acontece como precisávamos, podemos carregar na vida adulta uma busca por esse preenchimento.
E então o corpo sente o vazio no estômago, mas o que está sendo buscado é conexão.
Só que a nossa mente aprende:
“Estou sentindo vazio. Preciso comer.”
E assim, muitas vezes, buscamos na comida aquilo que, originalmente, desejávamos encontrar no vínculo.
E não é só a comida.
Podemos tentar preencher esse vazio com compras, relacionamentos, excesso de trabalho, aprovação, sexo, vícios ou qualquer outra coisa que nos dê, ainda que por alguns instantes, a sensação de preenchimento.
A caneta pode tirar a fome.
A dieta pode controlar a comida.
Mas nenhuma delas consegue, sozinha, preencher uma falta que não nasceu no estômago.
Por isso, talvez a pergunta não seja:
“Como faço para sentir menos fome?”
Mas:
“De que eu realmente estou com fome?”
Porque chega um momento em que precisamos parar de procurar fora aquilo que precisa ser construído dentro.
E essa é uma jornada de reconexão com você mesma.


